palavrão

RECALQUE
“A gente adoece, mesmo, é de nome feio recolhido”.
QUINTANA, Mário. Caderno H.

***

Afonso Romano de Sant’anna em uma crônica que homenageava o amigo Quintana, escreve:

“(…) De madrugada, movendo-se lentamente pelas ruas, Mário Quintana chega em frente da porta da sua casa, e enquanto procura a chave no bolso do casaco, os cachorros de um vizinho começam a latir freneticamente. Quintana reage gritando todos os palavrões que lhe ocorrem. No primeiro andar do prédio surge uma vizinha que o reconhece e intervém:

– Poeta, o senhor, um homem de letras respeitado no Brasil inteiro, não pode ficar gritando palavrão na rua a esta hora da noite. O poeta sabia o que estava fazendo e respondeu:

– A senhora diz isto para mim porque não entende o que esses cachorros estão me dizendo (…) ”.

SANT’ANNA, Afonso Romano de. Arte de salvar afogados. Estado de Minas. Belo Horizonte, 09 de abril, 2006. Cultura, p.08.

gracinha demais, né? eu concordo muito com o quintana. tenho pra mim que  um palavrão é um ato catártico. falar um palavrão pode resolver muita coisa.

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